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deus pai natal dos adultos

(Parte 2)

Uma criança quando sente solidão, tristeza, medo, ansiedade e angústia cria um amigo imaginário, os adultos fazem o mesmo e chamam-no de Deus. Deus é o Pai Natal dos adultos. E as igrejas são o teatro das aldeias, sempre com a mesma peça, a missa dominical.

A relação das pessoas com Deus é em todo semelhante à relação das crianças com os pais num supermercado. Seguindo a analogia, uma criança quando se passeia no supermercado com os pais quer invariavelmente tudo, o que não pode ter.

Os corredores dos supermercados estão cheios de coisas apelativas que não estão ao alcance de uma família de classe média, o que obriga os pais a terem em atenção o seu orçamento limitado. Porém, as crianças, que nada entendem do mundo dos adultos não percebem por que razão não podem ter, tudo o que desejam. Nos seus olhos ingénuos apenas vêem que sempre se comportaram bem e por isso mesmo deveriam ter direito a tudo! Rigorosamente tudo! E acabam por gritar e chorar, chamando á atenção: «Quero isto papa! Quero aquilo! Mama tenho a fralda cheia de cocó!»

Também assim se encontra a mente crédula de alguns adultos, as ruas e as vielas do nosso Planeta estão cheias de coisas atractivas que não estão ao alcance de todas as pessoas. Ainda assim os adultos sonham, porque sempre se comportaram bem e rezaram: «Quero isto! Quero aquilo! Vá lá Deus faz-me esse milagre! Tenho a cabeça cheia de cocó!»

Mas ainda assim, que seja feita a sua vontade.

É uma questão de fé, dizem os religiosos à boca cheia. «Deve-se amar Deus sobre todas as coisas». Agora sim, percebe-se que o amor é cego.

Nunca percebi como é que um só Deus deu origem a tanta divisão entre cristãos. Católicos, ortodoxos, protestantes… Enfim, e estão sempre de costas voltadas, estive a pesquisar e acho que tudo começou com uma pergunta: mas afinal qual de nós produz a melhor equipa de pedófilos? Assim começou a guerra santa.

E se Deus existe? O Woody Allen tem a melhor resposta a essa pergunta. «Se Deus existe, espero que tenha uma boa desculpa». Ainda assim ensaiei uma série de possíveis respostas.

1-      Se Deus existe porque é que hoje o meu arroz ficou insosso?

2-      Se Deus existisse não faria o amor cego. Que fosse pelo menos vesgo, coitado. E coitados de nós.

3-      Se Deus existe porque é que não tem facebook? Agora com isto da cronologia ia dar para ver o que tem feito ao longo dos anos.

4-      Se Deus existe o seu maior erro foi ter dado inteligência às pessoas, ainda assim teve sorte não foi a todas.

Enfim, para finalizar, peço apenas que não digam que foi graças a Deus que escrevi este texto. Não sejam como a minha ex-namorada que sempre que estava comigo, nas alturas de calor, gritava de prazer: «Ai meu Deus! Ai meus Deus!» Mas eu dizia-lhe constantemente para não atribuir acontecimentos que eu proporcionei a Deus! Não foi graças a Deus. Foi graças a mim. Ámen

(“God is Santa Claus for Adults” – autor desconhecido)
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