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“Eles inventam tudo.” Só não inventaram a frase: “Eles inventam tudo” Até porque seria estranho inventarem uma frase na 3ª pessoa do plural ao invés da 2ª. E como não disseram “Nós inventamos tudo” é porque de facto não o fizeram. No entanto, inventaram muita coisa. Inventaram, à parte de algumas coisas interessantes, gadgets completamente inúteis e outros de utilidade duvidosa. Os recursos são constantemente desperdiçados. Por exemplo, não se justifica haver uma equipa de engenheiros a trabalharem em upgrades consecutivos de Iphones se ainda não fui instalado um dispositivo essencial que deveria haver em todos os autocarros.

Decerto, que estes técnicos e engenheiros nunca andaram num autocarro nocturno em Lisboa porque senão a situação vigente não continuaria. De que falo? Falo da lacuna enorme, nos dias que correm, de não haver um dispositivo explosivo em todos os autocarros que, se acciona-se com o excesso de decibéis. Se o leitor já andou num autocarro às 5 da manhã em Lisboa sabe do que falo. As pessoas não têm noção do barulho que fazem as estas horas, ou se têm, no mínimo estão-se a borrifar para a saúde auditiva dos outros passageiros. Mas com a aplicação deste dispositivo tudo seria diferente. Mal um individuo começa-se a gritaria acima dos 50 decibéis em agudos… PUMBA! Explodia a cabeça do passageiro que tivesse a berrar. Nada mais simples, apenas isto. Só não percebo porque é que esta medida não foi já implementada.

Talvez o recurso a bombas seja exagerado, para bem da saúde do autocarro, mas pelo menos deveria vir equipado de série com bancos eléctricos! Assim, sempre que grupos de indivíduos embebidos em estupidez ou em álcool grunhissem, seriam imediatamente electrocutados até se espumarem pela boca. E depois de falecidos seriam ainda obrigados a vir do além para limpar a baba que deixaram no chão.

Nós não queremos que estas pessoas estejam num banco fofinho, queremos que estejam a levar no focinho!

É isto que faz falta! Não é Iphones 5! Um equipamento destes em cada autocarro. E mais! Para casos de extrema gravidade e já quase sem esperança. Como é o caso dos acéfalos que insistem em ouvir música no telemóvel a estas horas da madruga. Este tipo de passageiro deveria ser submetido a máquinas de tortura da inquisição espanhola. Daquelas que dividem a zona genital em fatias.

Eu sonho com o dia em que (eles que inventam tudo ou quase tudo), inventassem uma cena para meter nos ouvidos com objectivo de ouvir música sem incomodar ninguém. Enfim, sonhos. Esta gente não sabe o que são auscultadores? Quer dizer, isto trata-se de uma violação auditiva. O som penetra-se à bruta nos meus ouvidos sem o meu consentimento. E sem a recurso a lubrificante. A mim parece-me o gesto mais presunçoso que se pode ter, entrar num transporte público e obrigar um grupo de desconhecidos a ouvir o seu gosto pessoal.

Mas que é que eles pensam que são? Dj’s do Nokia 3330?

P.S.: Em Lisboa, quanto maior o número de bonés no interior de um autocarro às 5 da manhã, maior a probabilidade de seres assaltado.

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