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O álcool é o maestro das reacções sociais, coordena um conjunto de comportamentos, reacções e atitudes de forma exemplar. A nossa versatilidade social é alterada em segundos graças a este condutor capaz de transformar depressões em orgasmos de alegria. Apesar de muitos o considerarem um depressivo, eu digo: que se fodam esses gajos, ainda não beberam o suficiente. Orquestrador de marionetas que puxa cordelinhos e cria acções tornando-nos subserviente ao seu poder. Extorque a razão e apura a sensibilidade primária. Produtor de bizarrias.

Sair à noite e beber é ser filósofo, é ser poliglota, é ser tudo aquilo que nós nunca somos sóbrios. Desenganem-se as pessoas que pensam que sair à noite e beber demasiado é ser bêbado, não é, é muito mais do que isso, e só quem nunca saiu à noite e não bebeu demasiado é que pode pensar que é só ser bêbado. Sair à noite e beber demasiado é transcender-se, é transcender as nossas capacidades.

Eu e os meus amigos quando saímos à noite temos as mais elaboradas conversas e as mais perspicazes de sempre. Porquê? Porque lê-mos muitos livros? Porque temos uma cultura e um nível intelectual acima da média? Não! Nem pensar! Apenas porque bebemos demasiado.

A partir de uma certa quantidade de cerveja as pessoas começam a encontrar soluções para o mundo, infelizmente começam também a ter mais dificuldade em encontrar soluções para o equilíbrio. Mas isso é porque nunca conseguimos ter tudo ao mesmo tempo. Sóbrios temos equilíbrio para nos mantermos em pé, ao beber temos ideias para o equilíbrio da crise e da economia, mas não para o nosso próprio, e não nos conseguimos aguentar em pé.

Eu adoro sair à noite e beber porque me transformo, não em bêbado, isso jamais, mas sim em poliglota, em político, em economista, fico mais seguro de todas as minhas opiniões, sem dúvidas absolutamente nenhumas. Eu só tenho dúvidas quando estou sóbrio e quando estou bêbado, quando bebo demasiado não.

O que me leva também a constatar que Cavaco Silva deve ser uma óptima pessoa que está sempre a beber demasiado, porque por certo se lembraram de ter proferido a tão célebre frase “Eu nunca me engano e raramente tenho dúvidas”, ora isto é digno de uma pessoa que já bebeu demasiado, não se enganem, nenhuma pessoa sóbria diria tal coisa, todas as pessoas sóbrias têm algum tipo de insegurança, dúvida, ou problema, ou todas juntas.

 “Uma pessoa para ser tão honesta como eu tem de nascer 2 vezes”. Isto, só uma pessoa completamente perdida de bêbedo quase a entrar em coma diria. “…Para serem tão honestos como eu tinham de nascer 2 vezes!” Pumba e entrava logo em coma. Só assim é que se admite alguém dizer isto. Só assim.

E que nós dizíamos: Epá ele disse isto, mas pronto ficou em coma. Dizê-lo em qualquer outra situação é absolutamente ridículo. Dizer isto completamente sóbrio e sendo o Presidente da República é: Ó meu Deus o que é esta merda?

Epá não há mais nada a dizer, é só isto. Porque alguém que num país com 450€ de ordenado mínimo diz “Ah a minha mulher só ganha 800€ de reforma e tenho de ser eu a sustentá-la” ou então “eu não tenho dinheiro para pagar as contas, ainda nem sei quanto é que vou receber” sendo o Presidente da República desse país é absolutamente doente! Ou já bebeu demasiado, tal como eu que acabo de escrever e tenho desculpa.

Outros pensamentos de quem já bebeu demasiado:

“ E que tal suspender a democracia durante 6 meses e voltar a tê-la nos outros 6 meses” MFL

“A Solução para a Economia está na exportação do Pastel de Belém” AS

“O desemprego é uma oportunidade” PPC

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