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Toda a gente sabe que se a música portuguesa fosse apenas a que passa na TV seria de uma mediocridade extrema. Se não sabiam, que Deus vos ajude. Deixem-me ver se consigo explicar, eu não tenho nada contra a família Carreira, mas se alguém souber onde vivem e me possa emprestar uma caçadeira, que avise. Calma, não quero estar aqui a fazer nenhum incentivo à violência, todos nós sabemos que devíamos ter feito uma prevenção auditiva, mas ninguém conseguiu fazer uma vasectomia ao Tony Carreia, e por isso teremos de nos remediar. Como é que nos remediamos? A fazer programas para encontrar novos talentos da música, onde nos elementos do júri estão os Anjos? Essa é boa. Não agora a sério. Graças a estes 2 irmãos ficámos a saber que os anjos não têm sexo nem cordas vocais. E perguntam vocês. Mas ó Filipe, tu que és dotado de uma sagacidade que sobreexcita, afinal qual é o melhor programa para ser cantor? Ainda bem que me fazem essa pergunta, até porque quero escrever aqui uma coisa e dá-me jeito que vocês perguntem isso. O melhor programa para ser cantor é sem dúvida o programa de adopção da família Carreira. Aliás até vos posso dizer que tinha um amigo que não sabia cantar e depois foi adoptado pela família Carreia. Continua a não saber cantar, mas agora tem muito sucesso junto do público infantil feminino, curiosamente as mesmas pessoas que têm distúrbios auditivos. Mas atenção, eu disse público infantil feminino, porque considero que nenhuma mulher adulta e casada terá esse gosto de audição masoquista. Se tiver, acho que é causa suficiente para o divórcio e perca da custódia dos filhos. (Em caso de permanência dos sintomas dirija-se ao Júlio de Matos mais próximo).

Às vezes pergunto-me como é que seria a vida do David Carreia se ele não tivesse sido privado de oxigénio à nascença. E sonho com o dia em que as pitas que vão aos seus concertos rebentem com gritaria. (desculpa la prima).

Quero aqui deixar uma ressalva, eu não tenho qualquer intensão de ter piada no que escrevo, até porque a verdadeira piada já estava feita e chamam-lhe de videoclipe.

Neste caso tenho de dar os parabéns ao David Carreira por este belíssimo videoclip. Até porque não é fácil em apenas 4 minutos fazer um autêntico festival de clichés. E nota-se que se esforçou por realizar um vídeo com cenas que ainda só foram vistas em 1084 vídeos anteriores. Uma novidade portanto. Possui pérolas como carros, break dance, um nerd, um cenário atrás dele com luzes, uma rede à frente da cara enquanto canta, para além do casaco de cabedal e da t-shirt branca. Entre outros. A mim parece-me tudo muito lindo.

Mas não é só em termos audiovisuais que o David se supera, este menino vai muito além disso. Eu sei que pode não parecer, mas esta música tem uma letra, que foi escrita com versos e tudo. Vejam bem. A certa altura diz o seguinte:

“Esta noite tu e eu no dancefloor” – Que desgosto me dá o facto do Paco Bandeira não ter casado com o David Carreira.

Continua com:

O calor do teu corpo, queima, deixa-me louco” – Eu já tive essa experiência com um aquecedor, mas depois acabaram-se as mortalhas.

E prossegue:

Hoje nada nos vai parar”. Serei só eu, ou esta frase podia ter sido dita por um vilão depois de um riso maquiavélico. “Muaahahaha.. Hoje nada nos vai parar” Agora, eu não sei se o David Carreira é o tipo de vilão que pretende destruir toda a humanidade, ou se pretende apenas destruir a parte a auditiva. Se for o caso devo dizer que vai num bom caminho.

E termina com a genialidade:

Esta noite põe a mão no ar”. Felizmente o David não seguiu o caminho do pai, até porque ainda não havia músicas suficientes com “Put your hands up”. Eu sempre que vou a uma discoteca sinto falta de uma música que me diga para pôr a mão no ar, e só tenho a agradecer ao David o facto ter vindo preencher essa lacuna que havia nas casas de diversão nocturna.

Com isto fiquei com uma enorme vontade de pôr as mãos no ar, se também ficaram com essa vontade podem ouvir música (aqui, aqui, aquiaqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aquiaqui e aqui)

Só existem duas situações onde nos dizem para por as mãos no ar. Num assalto e numa discoteca. Em ambas as situações acabo por perder alguma coisa. Ou o homem barbudo leva-me a carteira ou a mulher gira rouba-me o coração.

Isto quem me contou foi o Cláudio Ramos, mas no caso dele foi uma mulher gira que lhe roubou a carteira e o homem barbudo, o coração.

Para finalizar temos o segundo vídeo deste menino, sobre o qual não me vou delongar, senão isto iria parecer um folhetim televisivo e para telenovela já basta o vídeo. Mais uma vez o festival de clichés. Por exemplo, polícias boas, com atitude de quenga. Até pode não ser um cliché em videoclips, mas é seguramente na vida real.

Escolher o pai da Fanny para participar no videoclip é revelador de muita coisa, pelo menos aparece numa prisão com ar de quem gosta de levar meninos para o chuveiro, eu não lhe daria melhor papel.

Alcafutre? Sem comentários..

No final aparece a mensagem: “Continua…” E assim se percebe que o género do vídeo era terror. Mas se ele continua também aqui estarei para dar seguimento.

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